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Gravar as Marcas (Gravar as Marcas #1) | Opinião #13

Capa do livro
  Olá pessoal! Este é mais um artigo onde vou partilhar convosco a minha opinião, desta vez sobre o novo livro de Veronica Roth: Gravar as Marcas.

Sobre a autora 
  Veronica Roth é uma autor norte-americana, nascida a 19 de agosto de 1988, em New York City. Veronica estudou Escrita Criativa na Northwestern University, preferindo nos seus tempos livres dedicar-se a escrever a sua primeira obra, Divergente. Em 2012, foi considerada a melhor autora pelo GoodReads Choice Awards. Os seus mais recentes livros são Gravar as Marcas e Destinos Divididos.

Resumo
  A história decorre num sistema solar, localizado algures num universo onde as pessoas manifestam dons de acordo com a sua personalidade. Acompanhomos Akos Kereseth e Cyra Noavek, filhos de famílias abastadas, de povos inimigos.
  Akos e o seu irmão, Eijeh, são raptados pelo soberano tirânico do povo Shotet, Ryzek Noavek (irmão de Cyra), que os põe ao seu serviço - Akos como criado de Cyra e Eijeh como seu prisioneiro dado o rapaz possuir o dom da previsão. Cyra inicialmente não fica feliz por ter um criado a segui-la para todo lado, mas aos poucos começa a confiar em Akos, deixando cair os muros que construiu à sua volta. Os dois começam então a construir uma amizade, ignorando o ódio entre os dois povos.
  Entretanto, uma guerra entre os dois povos está prestes a estalar e os dois precisam de escolher a quem realmente são leais. 

A minha opinião 
  Adorei. O livro é simplesmente belo.
  O livro conta uma história de amor e de amizade, marcada por intrigas políticas, tudo conciliado com uma escrita leve mas profunda ao mesmo tempo. Amei o facto de que o dom de cada pessoa ser uma manifestação da sua própria personalidade, com os seus prós e contras, existindo sempre a possibilidade de este mudar. 
  Um outro aspecto que me fez apaixonar pelo livro foram as personagens. Personagens bem construídas, todas elas com as suas virtudes e defeitos, segredos e crenças, que cometem erros, que fazem juízos de valor errados e que lutam por aquilo que acham correto - no fundo, humanas e com quem criamos empatia. Embora os protagonistas sejam Akos e Cyra, também as restantes personagens têm igual destaque, sendo elas que os influenciam nas suas ações. No entanto, tal como a autora nos relembra ao longo do livro, personagem alguma é boa ou má, havendo sempre segundas intenções no meio.
"Queres ver as pessoas como extremos. Más ou boas; de confiança ou não - disse eu - Eu compreendo. É mais fácil assim. Mas não é assim que as pessoas funcionam" (fala de Cyra a Isae Benesit)
  Em suma, o livro é uma reflexão do que as pessoas são capazes de fazer e de como elas são moldadas pelas circunstâncias. Amei e recomendo.
  Nunca é demais relembrar que esta é uma opinião dentre muitas, por isso se já leram o livro deixem os vossos comentários.
  Até ao próximo post

 

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