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Netflix compra Warner Bros. Qual será o futuro do cinema?

 Saudações, caros leitores!

    2026 ainda mal começou e já temos novos desenvolvimentos no mundo do entretenimento. 2025 encerrou-se com conversas entre a Netflix e a companhia Warner Bros. Logo no início deste ano, os executivos de ambas as empresas assinaram um acordo de aquisição dos estúdios filiados à Warner Bros, bem como o serviço de streaming HBO Max. Falamos, portanto, de um negócio colossal, avaliado em 82,7 mil milhões de dólares O acordo necessita ainda da aprovação dos acionistas das duas empresas, bem como do próprio Congresso Americano; no entanto declarações recentes de Ted Sarandos - diretor executivo da Netflix - trazem ao de cima questões prementes acerca do futuro do cinema.

    Em causa, está a intenção de reduzir o tempo de exibição dos filmes nas salas de cinema. Atualmente, o protocolo estabelece que os filmes devem ficar em cartaz por 45 dias. Ou seja, um mês e poucos. Pois bem, Sarandos pretende reduzir o tempo de exibição para somente 17 dias. A conseguir levar a sua avante, a forma como o cinema é entendido e consumido alterar-se-á radicalmente. Para que uma pessoa pudesse apreciar um filme no grande écran, esta teria que se apressar, pois o filme ficaria em cartaz por apenas três semanas antes de chegar às televisões (isto partindo do pressuposto que a mesma tenha acesso a um serviço de streaming, mais concretamente à Netflix).

    Naturalmente, não se tardaram a ouvir críticas de vozes influentes da indústria do entretenimento. James Cameron, realizador de Avatar - cujo terceiro filme encontra-se neste momento em exibição nos cinemas - classifica a aquisição da Warner Bros. pela Netflix como desastrosa.

    Numa entrevista ao podcast The town, o realizador afirmou:
É um isco para tolos. Eles dizem 'vamos pôr o filme cá fora uma semana ou 10 dias para qualificar para os Óscares. Acho isso fundamentalmente podre. Um filme deve ser feito para o cinema, e os Óscares não significam nada para mim se não significarem cinema.

    Outro exemplo é o realizador Rian Jonhson que partilha a mesma frustração de Cameron, tendo sido inclusive um dos afetados pela nova estratégia de Sarandos, uma vez que o seu mais recente filme, Wake Up Dead Man, teve uma distribuição bastante limitada antes ter chegar ao catálogo da Netflix.

    Do outro lado, Sarandos destaca a inovação de tal estratégia, salientado os interesses dos consumidores. Como o mesmo explicou:

Já lançámos cerca de 30 filmes nos cinemas este ano, por isso não é como se tivéssemos oposição às salas. A minha resistência tem sido, na sua maioria, contra as janelas longas e exclusivas, que não achamos que sejam assim tão amigáveis para o utilizador.

     Se o negócio for para a frente, estará na altura de nos questionarmos qual o futuro do cinema e da indústria de entretenimento como um todo. Até à próxima!

Fonte: IGN Portugal

Ellis

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