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Linger - um amor adiado (Os lobos de Mercy Falls #2) | Opinião #167

 Olá a todos!

    Como já notaram, venho dar continuidade à trilogia d'Os lobos de Mercy Falls, iniciada com Shiver.

Não se esqueçam de conferir as outras críticas:

Sobre a autora

    Maggie Stiefvater é escritora best-seller de dia e artista à noite. Ela também é autora dos elogiados A corrida de escorpião e Todos os santos malditos, publicados pela Verus, e de outras duas séries juvenis. Maggie vive no estado da Virgínia (EUA) com o marido, dois filhos, dois cachorros neuróticos e um gato. Ela é uma leitora ávida, desenhista premiada e toca diversos instrumentos, entre eles harpa celta, piano e gaita de fole.

Sinopse

    Em Shiver, Grace e Sam descobrem-se um ao outro. Agora, em Linger, terão de lutar para ficarem juntos. Para Grace, isto significa desafiar os seus pais e guardar só para si o segredo sobre o perigo que corre. Para Sam, isto significa lutar contra o seu passado como lobisomem... e descobrir uma forma de sobreviver no futuro.

Opinião

    Linger - um amor adiado é o segundo livro da trilogia e dá continuação à história de amor entre Sam e Grace, introduzindo novas personagens e abrindo os escopo para outras já conhecidas.

    Sam conseguiu sobreviver à cura de Isabel e agora é humano a tempo inteiro. Não precisa mais de se preocupar com o inverno e o frio. Ele agora pode ser só mais um rapaz normal, com a vida toda pela frente. Depois de tanto tempo negada essa possibilidade, Sam sente-se perdido, sem um rumo claro e definido para a sua vida. Para além disso, com a ausência de Beck, é ele agora o responsável pelos lobos de Mercy Falls e o rapaz não sabe como lidar com essa nova responsabilidade. A sua única constante é a sua namorada, Grace.

    Grace não podia estar mais feliz: Sam é o seu namorado e ele agora é humano. Mas, mais uma vez, a sua felicidade pode ser de curta duração. O seu corpo está a ser acometido por febres e fraquezas, como se quisesse transformar no lobo que ela nunca foi. A acrescentar a isso, Grace tem ainda que lidar com a crescente animosidade dos pais para com Sam.

    Gostei do facto de neste livro, a autora ter afastado os dois um do outro para lhes dar espaço para crescer e assim explorar mais as suas personalidades individuais. Uma coisa que eu vi por essa internet fora foi a crítica aos pais de Grace. Sim, os pais de Grace não são os melhores pais. Por anos, deixaram-na à sua mercê, tomando atitudes que fazem lembrar dois adolescentes, nunca demonstrando genuína preocupação com a filha. Agora, com a presença permanente de Sam na vida de Grace, parece que de repente acordaram para a parentalidade e passam a controlar mais a filha, quase que adquirindo uma atitude hostil em relação a Sam. Naturalmente, Grace ressente-se dessa súbita atenção, o que os afasta ainda mais. Pessoalmente, creio que ambas as partes estão erradas e que necessitavam de uma boa conversa. A forma como os pais de Grace agem para com a filha não é correta, mas as próprias atitudes de Grace para com os pais também não é correta. Esta guerra que permeia todo o livro irritou-me um pouco, pois tudo se resolveria se apenas as personagens falassem umas com as outras, sem pensarem que possuem a superioridade moral.

    Para além de Sam e Grace, Stiefvater introduz o ponto de vista de mais duas personagens: Isabel e Cole St. Clair. Gostei muito do facto da autora ter dado mais destaque a Isabel e da amizade improvável que se forma entre Grace e Isabel. Cole St. Clair é uma nova personagem que chega a Mercy Falls. Foi interessante os paralelos que se formaram entre Cole e Sam. Enquanto Sam nunca quis ser um lobisomem, Cole, por outro lado, abraça totalmente a situação, vendo na transformação uma forma de libertação. Tentar descortinar esta personagem foi realmente desafiante.

    Em suma, creio que teria aproveitado melhor o livro, não fosse toda a situação entre Grace e os pais que me incomodou bastante.

⭐⭐⭐

3.5/5

Até à próxima e boas leituras!

Ellis

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