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Akatsuki no Yona (Vol. 42) | Opinião #319

 Saudações, caros leitores!

    O 42º volume de ANY marca a transição de um arco para o outro - neste caso, do penúltimo arco para o último arco. A guerra entre Kouka e o Sul de Kai chegou ao seu fim, porém Zeno, Shin-ah e Jae-ha continuam desaparecidos.

    Alerta: este artigo pode conter spoilers!

    Não se esqueçam de conferir os próximos volumes:

Sobre a autora

    Mizuho Kusanagi nasceu em fevereiro de 1979, em Kumamoto, no Japão. Em 2003, ela publicou a sua primeira série, Yoiko Kokoroe, na revista Hana to yume - detida pelo grupo Hakusensha. É em 2009 que ela começa a publicar aquela que é a sua série de mangá mais famosa até à data, Akatsuki no Yona, e que até ao momento conta já com mais de 40 volumes.

Sinopse

    A princesa Yona vive uma vida ideal como a única princesa do seu reino. Adorada pelo pai, o rei, e protegida pelo seu fiel guarda Hak, valoriza o tempo que passa com o homem que ama, Su-won. Mas tudo muda no seu 16º aniversário, quando uma tragédia atinge a sua família!

    Yona e os seus amigos frustraram o Imperador Chagol de South Kai, mas Sinha, Jaeha e Zeno ainda não foram encontrados em lado nenhum. De repente, Yona ouve a voz de um dragão! Mas a maior surpresa pode ser o que Su-won revela a Hak sobre os seus planos de sucessão…

Opinião

Existem até inimigos que você sente vontade de mostrar respeito se curvando diante deles porque, no final de contas, apenas nascemos em lugares diferentes

    Sinceramente, acho que já utilizei todos os adjetivos possíveis para dizer que um volume foi especialmente emocional e tenso. Ultimamente, a cada volume que leio, Kusanagi deixa-me sem palavras no melhor sentido possível. É tanta emoção e sofrimento que se torna difícil encontrar as palavras certas para conseguir articular os mil e um pensamentos e teorias. O volume 42 de ANY é a mais recente adição a este particular grupo.

    Diria que o grande destaque deste volume é a conversa entre Soo-Woon e Hak. Há muito tempo que esperava que estes dois finalmente se encarassem frente a frente, no entanto, como sempre, não estava preparada quando tal aconteceu. É uma conversa verdadeiramente tensa, marcada por desejos não atendidos e perguntas demasiado dolorosas para serem feitas. É simplesmente doloroso. Não querendo dar muitos spoilers, mas, do ponto de vista emocional, tomei o partido de Hak. Face às palavras de Soo-Woon, as frustrações que Hak vocifera têm de facto validade e certamente alinham-se com pensamentos que nós leitores já tivemos ao longo desta jornada de leitura. Nesse sentido, nesta cena, Hak e o leitor mesclam-se, dando voz a possíveis perguntas ou reparos que Kusanagi terá recebido ou ouvido ao longo do tempo. Aproveitando o facto de estarem os dois sozinhos, Soo-Woon encarrega Hak de pegar em Yona e Kija e partirem em busca dos seus companheiros.

    A autora trata o desaparecimento dos três dragões como se dum thriller se tratasse. Esta incerteza sobre o seu paradeiro e as suas condições não é normal, nem algo que enquanto leitores estejamos habituados a ver. Da minha parte, não sei bem o que dizer e, neste momento, encontro-me desprovida de teorias. Tal como Yona, esta incerteza apenas me está a deixar apreensiva e ansiosa.

⭐⭐⭐⭐⭐

5/5

Até à próxima!

Ellis

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