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Akatsuki no Yona (Vol. 45) | Opinião #322

 Saudações, caros leitores!

    Serei só eu que se sente desesperada com a atual situação em que as nossas amadas personagens de encontram? Espero bem que não, por isso convido-vos a ler o quanto sofri com este volume.

    Alerta: este artigo contém spoilers!

    Não se esqueçam de conferir os volumes anteriores:

Sobre a autora

    Mizuho Kusanagi nasceu em fevereiro de 1979, em Kumamoto, no Japão. Em 2003, ela publicou a sua primeira série, Yoiko Kokoroe, na revista Hana to yume - detida pelo grupo Hakusensha. É em 2009 que ela começa a publicar aquela que é a sua série de mangá mais famosa até à data, Akatsuki no Yona, e que até ao momento conta já com mais de 40 volumes.

Sinopse

    Yona e Hak regressam a Kyuto em busca de Zeno, o Dragão Amarelo, na esperança de o impedir de concretizar o seu plano de tirar a sua própria vida. Enquanto atravessam a capital devastada, os dois seguem em direção ao Palácio Hiryuu, o local onde a imortalidade de Zeno teve origem...

Opinião

    O plano de Zeno falhou, o que o obriga a ter que encarar Yona e Hak. O 45º volume mostra-nos então esse confronto entre as nossas amadas personagens. Ao perceber que a espada do rei é o único objeto que o consegue realmente ferir quando empunhado por Yona, Zeno implora-lhe que o mate. Yona vê-se então embrulhada numa situação desesperante.

    Kusanagi continua na sua missão de nos entregar um murro no estômago atrás de outro, sem qualquer misericórdia. Este conjunto de volumes são simplesmente uma espiral de emoções - sobretudo a tristeza nas suas várias nuances. Por conseguinte, este volume vem na esteira dos anteriores, acrescentando-lhe agora o desespero ao roll de emoções. De facto, o desespero é elevado à sua máxima potência neste volume. De um lado, temos Zeno que deseja fervorosamente morrer. Do outro, está Yona que busca uma solução onde todos possam sair relativamente incólumes. No decorrer do volume um só pensamento preenchia a minha mente: os deuses dragões são uns filhos da mãe! Tal como Yona, também eu fervilhava de raiva para com essas entidades míticas, que pareciam dispor dos seres humanos conforme os seus desígnios. É certo que aqueles que viriam a ser os guerreiros dragões aceitaram o acordo com os deuses de livre vontade, porém Kusanagi dá-nos a entender que estes primeiros omitiram algumas informações cruciais. Portanto, quando Yona se revolta contra a situação dos quatro guerreiros, não pude deixar de aplaudir.

Não importa se são deuses dragões ou não, se continuarem brincando com você assim, farei com que caiam do paraíso!

    Mais um momento de diva para adicionar à lista.

    Com este arco final, a autora promete ir às origens de tudo, deixando-me a formigar de curiosidade principalmente no que toca à natureza da relação entre os quatro dragões e o dragão vermelho. Creio que é uma questão que começa a assolar o fandom à medida que novos capítulos vão sendo lançados.

    Falando nisso, o 45º volume marca o fim desta autêntica maratona de ANY, uma vez que se trata do mais recente volume publicado até à data. Quer isto dizer que finalmente me encontro atualizada com o mangá. Por um lado, é um feito incrível (ANY é uma mangá de dimensões consideráveis); por outro, é um bocado chato porque se trata de uma publicação mensal e eu sou daquelas leitoras que gosta de ler tudo seguido. Neste sentido, a espera será longa até à publicação do próximo volume.

⭐⭐⭐⭐⭐

5/5

Até à próxima!

Ellis

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