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Haikyuu (Vol. 40) | Opinião #266

 Saudações, caros leitores!

    Sim, eis a resenha diária de Haikyuu, hoje sobre o 40º volume.

    Atenção: este artigo pode conter spoilers.

    Não se esqueçam de conferir os próximos volumes do mangá:

Sobre o autor

    Haruichi Furudate nasceu a 7 de Março de 1983, em Karumai, na prefeitura de Iwate, Japão. Em 2008, o mangaka publica um one-shot, intitulado King Kid - o qual recebeu menções honrosas. No ano de 2010, publicou a sua primeira série na revista Weekly Shounen Jump. É em 2012 que Furudate começa a trabalhar no seu trabalho mais notável até à data, Haikyuu. No ano de 2015, o mangá é galardoado com o Shokugan Manga Award, na categoria shounen. Haikyuu terminou a sua serialização em julho de 2020, sendo que nessa altura encontrava-se entre os cincos mangás mais vendidos ao redor do mundo.

Sinopse

    Desde que viu o lendário jogador conhecido como "o Pequeno Gigante" competir nas finais nacionais de voleibol, Shoyo Hinata tem como objetivo ser o melhor jogador de voleibol de todos os tempos! Quem disse que é preciso ser alto para jogar voleibol quando se pode saltar mais alto que qualquer outra pessoa?

    Com o jogo entre Kamomedai e Karasuno a oscilar, Azumane sente-se culpado e inútil porque os seus remates são constantemente bloqueados. Como é que ele vai superar Hirugami, que aprendeu a ignorar a pressão e a jogar usando toda a sua habilidade o tempo todo? O ás de Karasuno chega a uma conclusão silenciosa e finalmente desperta para a sua verdadeira força!

Opinião

    Kamomedai ganha o primeiro set. Os corvos parecem ainda um pouco perdidos em relação à defesa e ofensiva dos seus adversários. No entanto, o segundo set traz-nos novas reviravoltas.

    Neste quadragésimo volume, voltamos a ter um foco no ás de Karasuno, Asahi Azumane. Asahi demonstra uma tendência possivelmente comum a muitos de nós: o medo tende a paralisá-lo. Mesmo sabendo que pode contar com os seus colegas de equipa para cobrir as suas falhas, a sua mente acaba por o autossabotar. A pressão que advém de um grande campeonato também não ajuda. A personagem mostra-se consciente dessas condições todas, mas simplesmente não consegue deixar de pensar assim. Pelo menos não sozinha. Com uma pequena ajuda da equipa, a cada rally se libertando dessas raízes que ameaçam prendê-lo ao chão. Ele demonstra uma nova maturidade, no sentido em que já não se deixa abater tão facilmente como na altura em que enfrentou Datekou pela primeira vez. Ele continua a tentar, apesar do medo e da pressão.

    Nisto, acontece um momento extremamente bonito. Asahi tem, pela primeira vez, uma visão clara da quadra em câmera lenta. Isto é algo que apenas as personagens viciadas no desporto haviam experimentado antes. Por isso, ver uma personagem que não é de todo viciada no desporto ter essa mesma experiência é muito bonito e aconchegante.

    Também Tsukshima mostra uma evolução nos seus bloqueios. Utilizando Hinata como cobaia no acampamento de treino de Miyagi, Tsukshima compreende quando deve bloquear e quando deve deixar a bola passar pelos seus braços, deixando que a força da cortada a mande para fora. Vê-lo concretizar a sua nova técnica foi demais! Tsukshima é mesmo uma personagem extremamente inteligente e um autêntico desgraçado (no bom sentido, é claro)!

    Por fim, necessito de fazer uma confissão. Até ao momento, Furudate-sensei sempre apresentou as equipas adversárias de Karasuno como interessantes, fazendo que nos interessássemos pelas mesmas. No entanto, quando falamos de Kamomedai, pessoalmente não sinto grande interesse. Não sei se é porque já tenho conhecimento dos spoilers, mas a verdade é que Kamomedai como um todo é equipa que, para mim, passa bastante despercebida. Na verdade, o meu único interesse está em Hoshiumi e a sua disputa com Hinata pelo título de «Pequeno Gigante».

    Em suma, o quadragésimo volume volta a abordar a pressão mental que os jogadores sofrem durante um jogo e como essa os afeta.

⭐⭐⭐⭐⭐

5/5

Até à próxima!

Ellis

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