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Haikyuu (Vol. 45) | Opinião #271

 Saudações, caros leitores!

    Ei-lo, o volume final. Ler o mangá de Haikyuu trouxe-me as mais diversas emoções e abriu a minha mente para novas perspectivas e interpretações. Devo dizer que já não fazia uma jornada destas há imenso tempo. Creio que será atrevido da minha parte, mas considero Haikyuu como um clássico moderno - o qual merece ser revisitado uma e outra vez.

    Atenção: este artigo pode conter spoilers.

    Não se esqueçam de conferir os volumes anteriores do mangá:

Sobre o autor

    Haruichi Furudate nasceu a 7 de Março de 1983, em Karumai, na prefeitura de Iwate, Japão. Em 2008, o mangaka publica um one-shot, intitulado King Kid - o qual recebeu menções honrosas. No ano de 2010, publicou a sua primeira série na revista Weekly Shounen Jump. É em 2012 que Furudate começa a trabalhar no seu trabalho mais notável até à data, Haikyuu. No ano de 2015, o mangá é galardoado com o Shokugan Manga Award, na categoria shounen. Haikyuu terminou a sua serialização em julho de 2020, sendo que nessa altura encontrava-se entre os cincos mangás mais vendidos ao redor do mundo.

Sinopse

    Todos os jogadores em quadra dão tudo no jogo. A partida entre Black Jackals e Adlers chega finalmente ao fim! Será que Hinata consegue cavar um dos espinhos mais nojentos de Ushijima? E a competição dele com o Kageyama?! Esta obra-prima monumental de um manga de voleibol chega ao fim com estrondo!

Opinião

Sabendo uma hora que o fim chega, é mais um motivo para começar novamente. Vamos dar o nosso melhor

    Finalmente, chegamos ao tão afamado fim de Haikyuu. Foi uma jornada intensa, repleta das mais variadas emoções. Acompanhar a evolução de todas as personagens foi um prazer e uma honra, pois foi a oportunidade de uma vida. À primeira vista, Haikyuu é somente um mangá sobre voleibol, mas na verdade é muito mais que isso. Sim, o voleibol é a base da história, aquilo que lhe dá mote. No entanto, as lições que vão sendo ensinadas ao longo do mangá são aplicáveis a todas as áreas da vida, não só ao voleibol em si. Com Haikyuu, aprendi novas lições de vida e reaprendi outras que me havia esquecido com o passar dos anos e à medida que me fui acomodando com a minha vida.

    Haikyuu é uma das poucas obras completas que tive o prazer de ler nesta vida. Desde a ação dos jogos ao desenvolvimento de personagens, não houve um único momento chato ou enfadonho. De facto, Haikyuu é uma obra completa, que leva os seus leitores no que poderia ser descrito como uma viagem de autodescoberta. Com Haikyuu, descobri coisas novas sobre mim mesma, para além de me sentir inspirada a aceitar o risco e buscar coisas novas a nível pessoal. Essa é a força de Haikyuu: o engajamento a nível pessoal com o leitor. Este arco final é um presente de Furudate-sensei para todos os fãs, concluindo de forma sublime uma obra que já ela própria magistral.

    Talvez seja um exagero da minha parte, mas, a meu ver, Haikyuu é, sem dúvida, um clássico moderno.

⭐⭐⭐⭐⭐

5/5

Até à próxima!

Ellis

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