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Haikyuu (Vol. 31) | Opinião #257

 Saudações caros leitores!

    Prontos para mais uma resenha de Haikyuu? Hoje irei dar a minha opinião sobre o trigésimo primeiro volume do mangá.

    Atenção: este artigo pode conter spoilers.

    Não se esqueçam de conferir os próximos volumes:

Sobre o autor

    Haruichi Furudate nasceu a 7 de Março de 1983, em Karumai, na prefeitura de Iwate, Japão. Em 2008, o mangaka publica um one-shot, intitulado King Kid - o qual recebeu menções honrosas. No ano de 2010, publicou a sua primeira série na revista Weekly Shounen Jump. É em 2012 que Furudate começa a trabalhar no seu trabalho mais notável até à data, Haikyuu. No ano de 2015, o mangá é galardoado com o Shokugan Manga Award, na categoria shounen. Haikyuu terminou a sua serialização em julho de 2020, sendo que nessa altura encontrava-se entre os cincos mangás mais vendidos ao redor do mundo.

Sinopse

    Shoyo Hinata quer provar que no voleibol não é preciso ser alto para voar!

    Desde que viu o lendário jogador conhecido como “o Pequeno Gigante” competir nas finais nacionais de voleibol, Shoyo Hinata tem como objetivo ser o melhor jogador de voleibol de todos os tempos! Quem disse que é preciso ser alto para jogar voleibol quando consegue saltar mais alto do que qualquer outra pessoa?

    Atsumu Miya, de Inarizaki, encontrou um alvo para atacar e está a acumular ases de serviço com…Nishinoya?! Mesmo que Karasuno esteja a cair cada vez mais fundo num buraco durante o segundo set, ainda estão lentamente a diminuir o ímpeto de Inarizaki. Terão a chance de virar a mesa?

Opinião

    O jogo entre os corvos e as raposas chega agora ao seu segundo set e as perspectivas não parecem estar a favor de Karasuno. Para começo de conversa, Miya Atsumu faz de Nishinoya o seu alvo durante os seus poderosos saques. Apesar de ter enfrentado Oikawa e Ushijima, por alguma razão a Divindade Guardião de Karasuno parece ser impotente contra os saques de Atsumu. Para piorar ainda mais o cenário, um novo jogador entra no lado de Inarizaki, mudando por completo a dinâmica da equipa.

Passing up the chance to learn and experience new things...is just one big, fat waste!

    Neste volume, testemunhamos uma situação nunca antes vista em Haikyuu: Nishinoya encurralado (e diria com um pouco de medo). Normalmente, quando a equipa aparente estar mais desmoralizada é Nishinoya quem levanta o astral, protagonizando alguns dos momentos mais incríveis do mangá. Mas, desta vez os papéis inverteram-se; desta vez, é Nishinoya - a Divindade Guardiã de Karasuno - que está a ficar desmoralizado cada vez que falha em recepcionar um dos saques de Miya Atsumo. Furudate-sensei aproveita a oportunidade para nos dar a conhecer um pouco mais desta personagem tão icónica na série. Conhecer Nishinoya versão criança foi muito fofo e ainda mais fofo foi o facto de este em criança ter medo de absolutamente tudo - muito diferente da personagem que conhecemos e amamos. No entanto, o seu avô ensina-lhe uma lição extremamente valiosa: não podemos deixar o medo impedir-nos de experimentar coisas novas. E Nishinoya vive por essa máxima, até que se vê confrontado com esse sentimento novamente.

    Tão habituados que estão a que Nishinoya esteja sempre bem e empolgado, a equipa não sabe muito bem como o animar, exceto por uma pessoa - Kinoshita. Kinoshita faz parte do grupo de alunos de 2º ano que fica na reserva. No presente momento, a personagem tem-se especializado em saques flutuantes, tal como Yamaguchi. Das poucas vezes que foi chamado, não conseguiu uma grande vantagem de pontos. O facto de não ser uma grande ajuda para a equipa e de não conseguir permanecer na quadra por um pouco mais de tempo frustra-o imensamente. No entanto, Furudate-sensei mostra que o valor de um jogador nem sempre se mede pelos pontos que este consegue fazer ou pelas suas habilidades atléticas. Às vezes, o seu valor está em ajudar os outros quando se encontram num momento difícil. É precisamente esse o papel de Kinoshita. Com umas parcas palavras de Kinoshita, Nishinoya é capaz de superar o seu medo e por fim recepcionar um dos saques de Miya Atsumo. É um pequeno gesto que pode passar despercebido, mas que possui um grande valor. Afinal, uma equipa é um coletivo; serve para se apoiarem e também para elevarem os seus padrões.

    Do lado de Inarizaki, somos introduzidos a uma nova personagem - Kita Shinsuke. Kita pode ser um jogador na reserva, mas ele é o capitão de Inarizaki. A sua presença na quadra muda completamente o ambiente entre os jogadores. Acho a personagem muito interessante, uma vez que é de poucas palavras e possui uma aura fria. Apenas ele consegue manter os gémeos Miya em cheque - e isso já é um grande feito por si só. Kita emana uma despreocupação em relação ao desporto. Ele joga voleibol porque gosta, dedicando-se ao desporto de forma comedida e racional. Esta é daquelas personagens que está sempre a analisar racionalmente o porquê de cada coisa que acontece ao seu redor. Kita é uma personagem que ainda não consigo decifrar e, portanto, considero-a extremamente intrigante.

    Inarizaki acaba por ganhar o segundo set com uma grande margem. Com o jogo a prolongar-se para o terceiro set, será que Karasuno será capaz de passar para a próxima ronda e assim juntar-se a Nekoma para a Batalha do Lixão?

⭐⭐⭐⭐⭐

5/5

Até à próxima!

    Ellis

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