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Haikyuu (Vol. 33) | Opinião #259

 Saudações caros leitores!

    Prontos para mais uma resenha de Haikyuu? Preparem-se então para aquele que é o trigésimo terceiro volume do mangá.

    Atenção: este artigo pode conter spoilers.

    Não se esqueçam de conferir os próximos volumes:

Sobre o autor

    Haruichi Furudate nasceu a 7 de Março de 1983, em Karumai, na prefeitura de Iwate, Japão. Em 2008, o mangaka publica um one-shot, intitulado King Kid - o qual recebeu menções honrosas. No ano de 2010, publicou a sua primeira série na revista Weekly Shounen Jump. É em 2012 que Furudate começa a trabalhar no seu trabalho mais notável até à data, Haikyuu. No ano de 2015, o mangá é galardoado com o Shokugan Manga Award, na categoria shounen. Haikyuu terminou a sua serialização em julho de 2020, sendo que nessa altura encontrava-se entre os cincos mangás mais vendidos ao redor do mundo.

Sinopse

    No terceiro set são 27:27 entre Karasuno e Inarizaki e o salão treme. Os pontos são atirados de um lado para o outro como guloseimas muito disputadas, mas quem conseguirá levar mais para casa no final? Os furiosos jogadores de Inarizaki ou os ávidos corvos? Ambas as equipas não dão nada uma à outra, ambas têm fome de vitória. Quem fizer o ponto decisivo torna-se agora um herói!

Opinião

    A luta pelo terceiro set é renhida, obrigando as duas equipas a irem ao desconto de dois pontos. O jogo torna-se tão intenso que o placar chega mesmo aos 30 pontos!

    É impressionante como Furudate-sensei consegue escrever um jogo de voleibol de forma tão desesperadora. Apesar de já ter visto o anime até à sua quarta temporada, ainda assim voltei a emocionar-me neste volume. Ver o quanto Hinata já cresceu, ao ponto de se tornar numa parte essencial da defesa de Karasuno, enche-me de tal orgulho que até me vieram as lágrimas aos olhos. O final do jogo com Inarizaki é simplesmente impressionante. O bloqueio de Hinata e Kageyama ao rápido dos gémeos Miya é daqueles momentos que deixa qualquer um de boca aberta, pois nós sabemos e acompanhámos a jornada destas duas personagens para melhorar o seu ataque e não dependerem tanto da velocidade. Como aliás Furudate o demonstra, a velocidade é uma faca de dois gumes - tanto poder benéfica, como uma maldição.

    Mais uma vez, tenho que criticar a forma como Furudate-sensei transita de um jogo para o outro. Nada contra com as cenas da equipa no hotel após o jogo. Acho até que são necessárias, pois dão espaço para que as personagens respirem e, realisticamente falando, eles precisam de se preparar para o próximo jogo. No entanto, o meu problema reside na forma como o autor parte quase de imediato para a famosa e tão aguardada Batalha do Lixão - quase como se estivesse com pressa. Percebo que as políticas editoriais da Shounen Jump não são as mais adequadas ou éticas, mas sendo Haikyuu uma obra tão consagrada o autor possivelmente poderia ter levado o seu tempo para construir um pouco mais de hype para a Batalha do Lixão. Todavia, não é uma coisa que incomode particularmente a leitura, pois quem acompanha a obra desde o início naturalmente já está bastante empolgado para ler esse jogo.

    Neste volume, é-nos dado um pouco mais de contexto sobre a origem da rivalidade entre Karasuno e Nekoma. Devo dizer que achei muito engraçada a forma como a rivalidade surge e se mantém com o passar dos anos. Apenas me fez apreciar mais as duas equipas.

    Os próximos volumes serão então sobre a Batalha do Lixão e acho que não vou conseguir descansar enquanto não ler tudo.

⭐⭐⭐⭐⭐

5/5

Até à próxima!

Ellis

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